Sexta-feira, 11 de Março de 2011
Sexta-feira, 7 da tarde

Acho que já não tenho tempo de fazer o jantar, nem me apetece.  Vou mandar vir. Acho que vou mandar vir tudo até segunda-feira. Amanhã é dia de ensaio. Luz, realização e nervos. Ah, também tenho prova de guarda-roupa! Mas já escolhi o primeiro vestido.  

 

Agora vou tratar do Biggest Loser.



publicado por Júlia Pinheiro às 19:40
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7 comentários:
De susana azedo costa a 12 de Março de 2011 às 02:11
querida julia ainda não sei do que se trata o seu programa, mas tenho que falar com alguem e contar a minha historia q pareçe um pesadelo,em outubro tive um acidente em casa estava d folga e escorreguie e fiz uma fractura bimaleolar no tornezelo passado 15 dias recebi a carta de despedimento do meu trabalho, conclusão fui operada ainda estou em recuperação obvio que meti baixa so q já vão 4 meses e nada recebo 1 porq a segurança social dizia q o smedicos se enganavam a passar as baixas agora porq dizem q afinal quem passou mal as minhas coisas foi o meu ex trabalho q disse q eu cai depois d ter sido despedida estou desesperada já não consigo pedir mais diheiro a ninguem para me ajudarem a criar a minha filha estou em casa d pessoas amigas a viver d favores e já não sei mais o q se passa com a segurança social desculpa julia mas tinha q falar gsotava mesmo q ficasse publico esta nossa segurança social


De Sofia a 12 de Março de 2011 às 15:40
Querida Júlia!
Hoje acordei e pensei que seria mais um sábado chuvoso e que levantar da cama seria a tarefa mais difícil que encontraria hoje. Levantei-me, almocei e voltei para cama na esperança de dormir mais uns minutinhos até tomar banho e me arranjar. Até que algo na televisão me prende a atenção. Era a Júlia, no programa Alta Definição. De imediato a minha atenção virou totalmente para a caixinha mágica que estava a minha frente. A minha atenção foi-se tornando cada vez mais intensa… Chamo-me Sofia e tenho 28 anos e filha única…com uma vida profissional activa, e perdi a minha mãe há quase três anos com apenas 25 anos… “Does it ring a bell”? Pois é… ao ouvi-la falar pensei que me estava a ver ao espelho. Nunca interagi com nenhum programa de televisão, muito menos com alguém que vi na televisão, mas hoje senti um desejo estonteante de lhe escrever! Como é possível, neste mundo haver alguém que pense como eu e que tenha passado pelo mesmo que eu? Com apenas 28 anos, são poucos os casos (felizmente) de amigos próximos de mim que já tenham perdido alguém tanto importante nas suas vidas, e os perderam não filhos únicos… Todas as questões que abordou sobre o falecimento do seu pai, a forma como fala dele hoje em dia, a sua relação com deus, que nem é pior, nem melhor, que se sente bem em igrejas vazias e que as visita para ter um pouco de paz e não para ir a uma missa, são exactamente os mesmos lemas de vida que eu.
Se eu me senti bem a ouvi-la falar da sua experiência aqui vai um bocadinho da minha, na esperança de lhe dar a mesma força que eu tão bem recebi de si.

Como referi sou filha única, a minha mãe faleceu há quase 3 anos. Sou descendente única da sua família, e a única ainda neste mundo. (era a única neta, e única sobrinha) Tenho responsabilidades acrescidas, por ser quem sou e por gerir o que me deixaram.
Com 25 anos não é fácil tornar-se adulta quando ainda somos tão jovens… mas assim foi. Tornei-me “adulta crescida” quando a minha ainda estava doente. Era a única que sabia da sua doença. Ela não queria partilhar com ninguém o que estava a passar guardou tudo para ela e pediu-me para guardar também para mim. E assim fiz.. Sofri, sofri muito eu e a minha mãe eramos uma só – “Unha e carne”. A típica filhinha da mamã que a viu degradar-se de dia para dia. Apenas podia desabafar com os meus amigos mais próximos e namorado, falar com amigos da minha mãe era assunto proibido! Com uma vida profissional activa, a minha mãe proibiu-me de “falhar” no trabalho. Era então ela própria que ia aos tratamentos sozinha, de táxi e voltava sozinha (era até conhecida no hospital por isso mesmo e pela força de vontade que transpirava!) Assim sendo, nunca a acompanhei a nenhum tratamento, e quando no fim já estava internada no hospital, só a visitava depois do meu trabalho e aquela 1 hora sabia-me tão bem! Se sinto remorsos de não ter estado mais com ela e ter metido baixa no trabalho? Não. Não era isso que ela queria. Se tenho pena de não ter estado mais com ela? Sim.
Acredito que o facto de ter estado junto dela no momento em que ela partiu me ajudou a tornar uma pessoa mais forte. Sim, tornou-me. Ainda no hospital fui eu própria que liguei a todos os amigos (que não eram poucos) e família afastada a contar o que tinha acontecido. Sim, a minha força começou aí. Liguei a todas as pessoas… pessoas que não contavam, que não sabiam que ela estava doente, e portanto ainda mais surpresas ficaram e eu mais força “tive que ter” para lhes explicar. Sozinha no mundo, como desejei ter um irmão, uma irmã para partilhar tudo por que estava a passar. Os amigos são bons, o namorado ainda melhor. Mas irmãos… Não deve haver igual. Um ombro para podermos chorar à vontade. Sinto que cada dia que passo, os meus passos são os passos que a minha mãe gostaria que eu os desse. Sinto que tenho que ser um orgulho para ela, e tenho uma responsabilidade acrescida para respeitar a família que represento. Quero ansiosamente ter um filho, e outro e mais outro. Quero ter uma família grande! Vivo com o meu namorado na casa onde morava com a minha mãe. Até isso me sabe bem. Remodelei a casa para que “esta casa” seja a nossa casa, mas a memória da minha mãe, estará presente em cada esquina.Sou como a Júlia – Falo dela quando acho que se justifica.Continua


De Júlia Pinheiro a 21 de Março de 2011 às 18:21
Olá Sofia. Gostei muito do seu comentário. Se possivel, envie o seu contacto para susana.soares@endemol.pt


De Sofia a 12 de Março de 2011 às 15:41
Falo dela como se fosse meu dever prolongar a vida que ainda nela existe e que tão nova nos deixou. Não paro de falar bem dela e de a valorizar. Falo como se ela ainda cá estivesse, sabendo perfeitamente que ela não está. É saudável, é minha responsabilidade falar dela e do que fazia quando ela própria já não tem essa oportunidade. Sinto que esta é sem dúvida a forma que temos para ultrapassarmos esta dor que sentimos todos os dias. Aproveita a vida ao máximo, faz o que te apetece, e não faças nada por favor. Praticamente este era o seu lema de vida nos últimos momentos. E eu aprendi-os tão bem! Sinto que o que aconteceu, teve que acontecer, é o ciclo da vida, tal como a Júlia referiu. Sou católica, não praticante. Vou à igreja para estar em paz, e quando me apetece. Não porque “tenho que ir!”. Estou mais próxima? Mais afastada? Não, IGUAL!
Obrigada por partilhar comigo o que sente. Fez o meu dia ainda mais feliz!


De vitor a 14 de Março de 2011 às 10:50
Parabens Sofia! adorei a tua historia e forca!


De rita a 13 de Março de 2011 às 00:07
foste mesmo burra em ter saido da TVI.
Fost pa um canal decadente


De reflective vest a 30 de Março de 2016 às 11:31
pós perspicaz! Este é pensamentos adicionais sobre assunto que ajudaram muito para mim para trabalhar.


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